sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Nevada na fronteira

Vale Grande cobriu-se de branco

Alto da Cota no dia seguinte à nevada


Marco fronteiriço,  na raia entre Travancas e Arzádegos (Galiza).


Estado da estrada entre Travancas e Arçádegos ontem às 20 horas

Passagem da fronteira


Estrada da fronteira  junto aos soutos situados acima da Vale da Preta.  Para baixo, em direção a Travancas, a neve, misturada com chuva, não pegou.

Porém, o inverno, nas terras da raia, já tinha sido sentido com as geadas da semana passada e desta.

Serras galegas cobertas de neve, vistas de Argemil, na primeira nevada deste inverno.



domingo, 20 de novembro de 2016

Terminou a apanha da castanha

Soutos ganham mais cor



Souto do Vale da Bouça entre Argemil e Travancas.


Quase duas horas para encher um balde de castanhas!


A variedade longal, apesar de ser a mais doce, por ser pequena e ter menos procura é a castanha de menor valor comercial. Começou por ser paga ao  produtor a 1€40, descendo depois para 1€10.


O saco pendurado no castanheiro é um aviso aos pastores de que não devem  por o gado no souto porque a apanha da castanha não está concluída.




Vindo do Vale Grande para Travancas...


A caminho da Roçada, antigo bairro Além do Rigueiro.




Souto do Vale da Preta e  serras galegas cobertas de branco




terça-feira, 1 de novembro de 2016

Aqui Jaz

           A memória do povo



 Cemitério de São Cornélio

  O amor de netos







Memória, a última, de ente tolhido na flor da juventude; memória embebida em pranto dorido.


Registo sonoro salva memórias do contrabando. José Augusto viverá!


O tempo passa
A recordação fica 

Memórias do povo emigrado em Franças e Araganças



"Na Luz dos nossos caminhos, deixaste lembranças lindas". Memória, de amado esposo.


Cemitério de Argemil




Foi há sete anos...
Que o pastor deixou as suas ovelhas.







Cemitério de Travancas









Por quem
os sinos dobram

Funeral, dia três de agosto, de Francisco Espírito Santo, de 96 anos, sogro do senhor Modesto.






O falecido teve honras militares por o genro ser reformado da GNR - Guarda Nacional  Republicana.


No regresso do cemitério...









Funeral de D. Bárbara



Dia 14 de setembro de 2016 realizou-se o funeral de D. Bárbara Batista dos Santos, de 89 anos, esposa do senhor Fernando.















quarta-feira, 20 de julho de 2016

O passarinho voou

Era uma vez ...
Postagem dedicada ao Vasquinho

Um passarinho



Nascido e criado  num dos ninhos do cabanal



Onde a mamã lhe trazia, no bico, rico manancial





O passarinho cresceu, até que um dia, incentivado pela mamã,  saltou do ninho. Contudo, desajeitado, sem saber como bater as asas, foi parar ao chão.



Um gato caçador aproximou-se sorrateiramente. Assustado com o felino,  levantou voo mas embateu no muro do pátio, tendo fincado bem as patas nas pedras, para não cair e servir de alimento ao gato guloso.



Ouvindo a mamã passarinha chamar por ele, levantou novo voo e conseguiu chegar ao telhado.
-Mamã, tive medo quando vi o gato saltar sobre mim!
-Filhinho, os gatos são predadores. Tens que ter muito cuidado com eles. Bom, agora é hora de comer. Vou procurar alimento para ti. Com sorte, trago-te uma   minhoca.



O passarinho ficou sozinho no telhado à espera da mamã, sem se aventurar a ir à sua procura.



O tempo foi  passando e ela  não voltava...



Mas, paciente,  não saía do telhado.



Dormita...


Boceja...




Até que, na voz do vento, lhe parece ouvir  a mamã chegar e vira-se na sua direção.


-Que alegria mamã, tu voltaste!


-Tive tanto medo que me abandonasses...


-Como vês, voltei, mas agora tens que ir comigo!  Vamos, vem atrás de mim!



-Olha, faz como eu, bate as asas e voa.



Imitando a mamã, o passarinho levanta voo mas não vai longe; cai no batatal, do outro lado da rua. Desesperado, sobe para o ramo mais alto de uma erva daninha.



-Pouca sorte, a minha! Mamã,  onde estás? Vem buscar-me!



A passarinha não estava longe. Pousada no cabo de eletrecidade, procurava-o.



Observava-o mas receava aproximar-se dele, por causa do fotógrafo intruso.



Contudo, enchendo-se de coragem, foi ter com o filhote.
-Estou aqui, não fui embora. Prepara-te, vamos voar juntos. Anda, meu querido, bate as asas e sobe.



Atento,  compreendeu a mensagem da mãe.



Sobrevoando os telhados de Travancas, voou alto, aos quatro ventos, sem se cansar. Feliz, fazia piruetas no ar!



Os girassóis floridos eram pontinhos amarelos, no linhar do batatal.




Depois de ter sobrevoado searas, copas de castanheiros e a capela de Nosso Senhor dos Aflitos, voltou ao cabanal, para fazer o reconhecimento do ninho, onde na próxima primavera fará a postura.  



Durante esse tempo, o passarinho raiano fará uma longa viagem de ida e volta a África, e será feliz!